sábado, 1 de outubro de 2011

01.10.2011

Mais uma tarde em noites modorras
de onde eu venho, há monstros
e não há portas, nem camas
e o escuro sou eu quem levo
tenho estado tão “desxcitado”
ciprofloxacino, sulfatos e unguentos desesperados
IGE específicos e nada especificado
donde estou vejo o sol, sim, eu o vejo
e até permito tocar minha pele
mas, meu céu, meu céu?
é sempre noite, onde as estrelas choram chumbo
e as madrugadas são mães e madrastas histerectomizadas.

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