Escrito a quatro mãos...
I
Por mais firme que possa pisar
Meu coturno avacalhado não deixa marcas
Nesse chão que tento conquistar.
O chão não é meu, mas onde piso pode ser agradável
O chão não é de quem o pisa
Ele é de quem o desvenda
No cruzar afoito das horas, dos dias.
II
Na expectativa das horas me abandonar
Condeno-me a ponteiro
Necessitando parar, quando você chegar.
Não pare o ponteiro da hora
Que a data do encontro demora
O calendário estaciona e a viagem pode atrasar.
Não pare o ponteiro... não pare
Olha a estrada, repare que ela tem as dívidas e divisas
Exatas a quem que chegar.
III
... ocorreu-me que pode me faltar pilha
Ou a energia em meio de caminho acabar
Não tenho tanta fé no destino
Mas sei que a hora que perdi
Daqui a exatas 24h irá voltar.
Não pare o ponteiro... não pare
Ao menos que tenha acabado de me acertar.
Troco pilhas, tomadas, tento me programar
Engrenagens do dia, sei que não posso comandar
Mas posso com todo nosso grisu
Encontrar forças para um próximo Despertar.


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