"Ou abram alas que eu quero passar, ou abram alas que eu quero passar..." sim, mais uma vez vamos celebrar a nossa política, a nossa máfia, a nossa impunidade e que "nunca, nunca serão" - já anunciava Capitão Nascimento - punidas ou sequer incomodadas. Como já dizia algum sacana "no Brasil é carnaval o ano inteiro" talvez ele já estivesse ligado no esquema. A excelentíssima dePUTAda Jaqueline Roriz depois de enfrentar exaustivas e infames acusações de quebra de decoro parlamentar - nome bonito né? "Chapaquente", meu vizinho, ta cumprindo pena pela mesma coisa, - foi absolvida do processo, após votação secreta, na qual foi até solicitada a retirada das câmeras do recinto para garantir a integridade dos votos e os deputados, da própria bancada, apertavam um botão para votar a favor ou contra a meliante - nem para serem cúmplices de crime eles precisam se mexer, é só apertar um botão sentados, vestidos em roupas caros e numa sala com café, chá, água e ar condicionado, tudo pago com nosso dinheiro.
Foram totalizados 265 votos contra a perda do mandato, 166 a favor e 20 parlamentares se abstiveram - talvez para não ficarem com a consciência mais pesada. Para que a dePUTAda perdesse o mandato, era necessária a concordância da maioria absoluta, ou seja, 257 votos (mais da metade dos 513 parlamentares da Casa). Se a cassação tivesse sido aprovada, Jaqueline ficaria inelegível por oito anos, após isso voltaria mais aprimorada do que nunca para continuar o que lhe foi interrompido - eu sempre acreditei em cursos técnicos para roubos governamentais.
Para quem não lembra, só para quem não lembra a excelentíssima dePUTAda Jaqueline Roriz foi flagrada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, o homem que revelou o esquema do mensalão do Democratas do Distrito Federal, não foi denúncia, investigação, suposição, cagoetagem, barril, X9, foi FLAGRANTE, que segundo o Aurélio é: Praticado na própria ocasião em que se é surpreendido. - ou seja, foi comprovado o ato ilícito, o recebimento de dinheiro de esquema de corrupção. Mas sob os olhos da justiça brasileira, a alegação de que quando ocorrido o fato ela ainda não ocupava o cargo de dePUTAda e conforme nossa benevolente lei e o Conselho de Ética da Câmara - sim: ÉTICA! - "só pode ter o mandato cassado por fato ocorrido no exercício do mandato. Fato praticado fora do exercício do mandato parlamentar não tem o poder de configurar ato atentatório à ética e ao decoro parlamentar". E segundo ilustríssimo Governador Alckmin, cassar o mandato nessas condições seria "uma estranha forma de admitir uma retroatividade punitiva", permitindo assim "um campo aberto para perseguições políticas". - como se esses desgraçados não merecessem ser perseguidos por seus atos.
Nas salas do puteiro - Senado - circula uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que pretende acabar com o voto secreto em todas as deliberações do Congresso, já foi aprovada em primeiro turno em 2006, por 383 votos a favor, nenhum contra e duas abstenções e aguarda aprovação final. Como se isso fosse resolver alguma coisa!
Enquanto isso o país continua sendo paisagem das mesmas canções libertárias, rebeldes e verdadeiras para um sempre, diante de tanta imundície sociopatológica, "descarância" e inocência, doce inocência. Um país que vai às ruas para ver jogadores de futebol, participantes de reality shows, fazem marchas das vadias, das putas, das cachorras... da maconha, do crack, da heroína... ralam o cu no chão como protesto, passeata contra o time de futebol, etc. E como diz uma dessas canções "transformam um país num puteiro", onde as putas - povo – são fudidas sem reclamar.


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